Até onde nossa mão alcança?


Manifestantes pró e contra impeachment. DF, 17/04/2016. Foto: Juca Varella, Ag. Brasil. / Fotos Públicas

Cunha mostrou que até sua inteligência é relativa ao cobrar velocidade ao Senado. E que ele reconhece ter alguma fragilidade. Se ele acha que tem, teria Dilma alguma chance? Se é o caso de ter pressa pra indicar os nominees awards já que o resultado parece já estar definido…?

Da mesma forma que em qualquer julgamento cujo resultado se forja na paixão da opinião pública e dos interesses, pode Dilma ter até o triplo do tempo para sua defesa na casa dos velhos que o resultado só será diferente do impeachment concretizado se um acordão for muito, mas muito bem formulado aos interesses de todos os envolvidos com poder para decidir contemplando todos os que não têm poder para atrapalhar.

Apesar dos Perrelas, estejam de que lado do muro queiram nosotros, esperneiem o quanto quiserem nosotros, sigam as pautas cascas de banana que se sentirem afins nosotros, esse é um jogo e um teatro cujo roteiro pode-se até influenciar (entre o querer e o ser massa de manobra, porque há os dois), mas não redigimos o final da história, seja ele qual for, sobre o qual não temos controle, só nos pertencem suas consequências.

Mesmo que pareça ou queiram que pareça com alguma participação popular, mesmo que se faça tudo dentro da lei, há uma estratosfera sobre nossas cabeças.

Compartilhar artigo

Raquel Boechat

Raquel Boechat

Queria ser Lispector, mas acabou Jornalista, Roteirista, Radialista, Mestre-Arraes e Mergulhadora que não sabe nadar, Cineasta sem filme, Escritora sem livro publicado. Então voltou pra escola para ver se faz Direito. No meio disso criou 17 APAs e encarou uma pós em Arqueologia. Neste momento é a especialista Marketing Político que chutou o pau da barraca em 2013 e virou manifestante sem cachê.

Loading Facebook Comments ...