Perdemos


Muro em Brasília que divide as "torcidas" pró e contra o impeachment. Foto: Antonio Cruz, Ag. Brasil / Fotos Públicas.

Se tem uma coisa triste, dentre as tantas tristezas do dia de hoje e dos últimos fatos, é que as ruas, em 2013, foram o encontro dos tantos atos que já vinham de anos anteriores, das diferentes lutas, da multiplicidade de quereres. Muita gente nem tem noção de que já tínhamos manifestações e lutas anteriores, e que elas se encontram em Junho.

Aí você acorda, três anos depois daqueles dias quentes de Aldeia Maracanã, por exemplo, com as ruas do país adestradas, marcadas pelo oposto, pelo sectarismo, pelo racha, pelo nós e eles entre nós, pelo até onde vocês (nós) podem ir, quando antes éramos todos nós e eles. 

Já fomos união na ignorância do outro. Já fomos um. Por isso um dia de luto é o de hoje. O maior poder a cair, já derrubaram.

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Raquel Boechat

Raquel Boechat

Queria ser Lispector, mas acabou Jornalista, Roteirista, Radialista, Mestre-Arraes e Mergulhadora que não sabe nadar, Cineasta sem filme, Escritora sem livro publicado. Então voltou pra escola para ver se faz Direito. No meio disso criou 17 APAs e encarou uma pós em Arqueologia. Neste momento é a especialista Marketing Político que chutou o pau da barraca em 2013 e virou manifestante sem cachê.

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